A Pedra do Bode

Na área rural de um município da Região Metropolitana do Recife – e é prudente não revelar qual é esse município – existem as ruínas de um antigo engenho no centro de uma área que, no passado, era muito boa para a caça, mas também muito temida pelos caçadores…

Segundo se contava, na época da prosperidade, o senhor do engenho mandou matar muita gente que se opunha à sua vontade. Uns eram decapitados, outros enterrados vivos. O grande erro ricaço foi ter mandado assassinar o filho de uma mulher tida na vizinhança como feiticeira. Ela jurou vingança, amaldiçoou o sujeito. O maldito passou a se transformava num bode preto.

Muitos caçadores teriam visto essa transformação. Quando entravam nas terras do engenho nas noites sem luar, viam se aproximar um homem vestido de preto, que parecia ser outro caçador. Ele acompanhava o colega, conversando sobre a caçada e ia diminuindo o passo, até ficar para traz. Quando o sujeito se virava, dava de cara com um enorme bode escuro de olhos de fogo que avançava e dava chifradas. Alguns até conseguiam escapar das pancadas. Os mais fracos desmaiavam e só acordavam com o sol no rosto.

Hoje não há mais matas no lugar, mas a assombração continua a aparecer. Mas agora no alto de uma pedra enorme que existe à beira do caminho. Quando alguém passa junto à pedra após a meia-noite, aparece o bode preto que fala com uma voz fanhosa: “vou pular, vou pular”… E pula em cima da pessoa!

História baseada no relato do leitor Roberto Santana

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