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A Cacimba
O caso ocorreu na década de 60, com um menino
de doze anos. aasuem quiser que não acredite que fantasmas existem.
Ele morava no Recife, num resto de sítio na Estação de
Rádio do Bongi, pertencente à Empresa Brasileira de Correios
e Telégrafos, devido ao pai trabalhar ali. Como fora um sítio,
ainda existia mangueiras, oitizeiros, etc. E, no terreno, além dessas
árvores, havia também uma cacimba, cujos muros que a circundavam
mediam apenas uns trinta centímetros de altura.
Numa véspera de São João, as moças da casa, fazendo
suas adivinhações, foram até a cacimba, cuja água
estava rente à beirinha. As jovens arrastaram a enorme tampa de madeira
para verem não sei o quê. O Menino ficou curiooso para saber
que elas queriam ver. Em suas algazarras, elas pronunciaram algo como "eu
vi, eu vi" e correram para contar às outras não sei o quê.
Ao debruçar-me para tentar ver o que elas teriam visto, o garoto viu
o reflexo da lua na água... e uma mulher também!
Com o susto, ele caiudentro da cacimba e, como seus braços eram pequenos,
as mãos não alcançaram as bordas. O menino afundaria
de cabeça, já que não sabia nadar... não fosse
um forte puxão pela gola de minha camisa!
Assustado e engasgado pela água, correu disparado para casa. Tentou
contar o que aconteceu, mas estava aos prantos e quase não se fiz entender.
A princípio, pensou que uma amiga das irmãs o tinha puxado.
Qual foi a minha surpresa ao vê-la sentada, conversando com as outras
colegas e comendo pamonha...
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