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Casas do Rosarinho
Por Jaqueline Couto
Minha tia, moradora antiga do bairro do Rosarinho, sempre me contou histórias arrepiantes sobre as casas em que sempre viveu nessa localidade. Entre os fatos acontecidos, destaco três que narrarei aqui por terem me deixado de cabelo em pé e por ter participado de alguns episódios.
A primeira casa, muito grande, era conhecida pelos vizinhos por dois motivos: porque ela era imensa e porque ninguém nunca morava lá mais do que três meses. Minha tia, contrariando as regras, foi uma exceção, passando mais de três anos. Ela só se mudou porque conseguiu uma casa maior, já que estava esperando seu terceiro filho. Era comum ouvir barulhos de passos, risadas e pancadas nas paredes, como se alguém as tivesse esmurrando com muita raiva. Durou muito tempo esse processo todo e creio que até hoje ainda existam rumores sobre a casa.
A segunda residência, também bastante grande, era palco de fenômenos parecidos, mas com uma exceção: os fantasmas nos acompanhavam nas atividades diárias, nos seguindo pela casa. Era bem corriqueiro ouvir passos nos corredores quando passávamos e termos nossos banhos interrompidos graças às inconvenientes batidas na porta. Outra coisa bem desagradável que acontecia era ouvirmos uns barulhos esquisitos como se fossem passos no forro da casa. Era pavoroso imaginar quem caminhava lá por cima!
E finalizo o relato com a terceira casa. Minha família mora nela até hoje. Meus primos sempre acordam com luzes nos quartos e sentem como se alguém os tivesse segurando nas pernas e nos braços, imobilizando-os. A sensação, segundo eles, é horrível. Passos, risadas, vozes e a sensação eterna de que tem alguém a observar também são comuns. Um exemplo é o basculante que fica entre a sala de estar e a salinha dos computadores, que sempre parece ter alguém à espreita. Quando olhamos, não há ninguém. Às vezes, fica apenas a réstia de alguém que acabou de se abaixar e se esconder para não ser flagrado observando seus inquilinos...
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