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O Fantasma do Quintal
Meus avós moraram durante um curto período numa casa enorme no bairro da Madalena. O terreno era tão grande que ia de uma rua a outra. Tinha um pequeno jardim na frente e, atrás da casa, um quintal imenso cheio de árvores, a maioria mangueiras. Lá no fundo do quintal havia uma casinha que era onde se lavava as roupas e o cachorro ficava preso quando tinha visita.
Pois um dia minha avó estava conversando com uma amiga no terraço na frente da casa - ressaltando que as duas senhoras com mais de 50 anos -, enquanto uma lavadeira estava no tal quartinho do quintal. No fim da tarde, a lavadeira apareceu pra dizer que já tinha terminado o serviço e perguntou a minha avó:
- Dona Ziza, quem era aquela moça tão linda?
E minha avó:
- Que moça?
- A que tava passeando pelo quintal com o vestido branco...
Quem ficou branca foi minha avó, pois não havia absolutamente ninguém em casa, a não ser ela e a amiga, muito menos com alguém descrição que a pobre da lavadeira deu: cabelos e olhos claros, alta.
- Ela passou por mim, dei boa tarde, ela sorriu e seguiu passeando, narrou a lavadeira.
A história ouvi da boca de Dona Ziza. Não sei se queria me assombrar, mas acrescentou que episódio a motivou a deixar a residência antes de acabar o contrato de aluguel.A casa ainda existe, mas está abandonada e ameaçada de demolição para a construção de (mais um!) edifício. As mangueiras se acabaram e a casinha do quintal, acredito, foi derrubada.
Contato por Ju Oeschger
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