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Paixão de Carnaval
Luizito era rapaz cheio de bossa, gostava de beber, namorar e dançar.
No primeiro dia de carnaval, conhecera uma moça no Amparo, em Olinda,
perto da sede do Bloco "O Homem da Meia-Noite". Nas duas noites
seguintes, ele pedia para acompanhá-la até em casa quando ficava
mais tarde.O interessante é que ela sempre dava uma desculpa qualquer
e nunca o deixava ir com ela até onde morava.
Luizito não resistiu à curiosidade e, na última e fatídica
noite, quando ela foi para casa, ele resolveu segui-la discretamente. Até
que a viu entrando numa residência bem singela perto do sítio
de Seu Rei - hoje uma pequena praça em Olinda. Ele não teve
dúvidas e bateu à porta e logo atendeu uma senhora bem velhinha.
Luizito logo pergunta por Margot, a moça com quem tinha brincado dois
dias de carnaval. Ao ver a fisionomia estranha da senhora, Luizito sente que
tem alguma coisa errada no ar; mesmo assim entra, quando a velhinha o convida.
Já sentado numa poltrona, ele
vê a senhora mostrar uma foto bem antiga e já meio amarelada
de Margot perguntar se é aquela moça que ele está procurando.
Quando Luizito afirma que é aquela moça realmente, a velhinha,
que era de um olhar de tristeza só, diz que ele deve estar enganado
porque aquela sua filha, que gostava muito de carnaval, e, havia falecido
vítima de um acidente de carro perto de casa há quase trinta
anos...
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