Pavor na Fazenda

Sou de Pesqueira, interior de Pernambuco, e agora eu vou contar uma história verídica que aconteceu em 2000. Eu e minha família fomos passar um dia na fazenda do meu avô.E vizinho a ela, havia outra fazenda, só que abandonada. Eu e minha irmã tínhamos muita curiosidade de ir lá, mas meus pais me proibiam.

Um dia eles disseram que iam visitar um amigo longe da fazenda, mas que voltariam cedo. Aproveitando essa oportunidade, eu e minha irmã fomos para a fazenda vizinha. Quando entramos lá vimos que há muito tempo ninguém pisava lá. Decidimos olhar os cômodos. E cada um foi para um lado. Quando eu entrei em um dos quartos, senti um grande arrepio no pescoço. Isso me deu medo, porém continuei olhando o quarto. Enquanto isso, minha irmã entrou na cozinha, e havia um copo na mesa que se moveu sozinho! Então ela saiu correndo e me chamou para irmos embora.

Chegamos bastante assustados à fazenda do meu avô. De repente, o celular tocou e meus pais avisaram que o carro havia quebrado. Eram cinco horas da tarde e já estava escurecendo, quando a minha irmã me chamou para irmos lá novamente. E fomos! Logo quando chegamos, escutamos um ruído. Achamos que vinha do quarto ao lado da sala. Entramos lá e a cama estava balançando, assim como o restante dos móveis do cômodo. Era ainda mais estranho, porque o resto da casa estava tranquilo. Nós começamos a gritar, mas isso não adiantou muito. Tentamos sair da casa, mas a porta não se abria.

Começamos a ter visões, sobre sangue, pessoas morrendo – entre elas havia uma criança pedindo ajuda. De repente tudo parou, a porta abriu e saímos de lá assustados e correndo. Nossos pais chegaram com o amigo deles. Decidimos não contar nada sobre o que aconteceu . Mas, à noite, minha irmã teve um sonho no qual uma criança mostrava para ela um pingente em forma de cavalo. Nós resolvemos contar para nossos pais e o amigo deles, que estava lá, escutou. Ele nos contou toda a história que havia se passado naquela fazenda abandonada.Prefiro nem repetir o que ele disse…

Resolvemos ir embora. Quando estávamos saindo da fazenda de nosso avô, minha irmã e eu vimos uma imagem da tal criança que deixou cair o pingente no sonho. Desse dia até agora nunca mais voltamos lá. E nem pretendemos voltar!

Contado por Tarcísio Tenório de Brito

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