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Sal Grosso no Casarão

A residência fica numa rua pequena, sem número, Bairro de Casa Amarela, no Recife. Um casarão bem antigo desses que, mesmo depois de reformas sofridas, pemacecia sombrio. Lá, tudo aconteceu em 1970...


Um senhor comprou esse casarão e dividiu ao meio: de um lado a filha e o genro, e, do outro, ele e o resto da família - um total de trezes filhos. Na residência ainda vivia a avó do proprietário. Era uma senhora de seus 90 anos. Muito doente, precisava de uma pessoa para levá-la a todos os lugares, pois ela não andava só e nem falava mais.


Depois de um ano da mudança, começaram as ocorrências sinistras. A mãe do proprietário disse que viu um cachorro enorme por dentro de casa. Já um dos filhos disse que acordou com gritos e pancadas na cozinha e, quando foi verificar, havia panelas pelo chão. Num sábado, o genro estava só em casa, quando passou por ele uma mulher morena, cabelos longos na altura da cintura e totalmente nua!


Num outro dia, a família almoçava quando veio da sala para a cozinha um menino que puxou a cadeira e sentou. Quando o patriarca perguntou quem ele era, o garoto sumiu como se fosse fumaça. Uns sete dias depois, foi outro dos filhos acordou todo o mundo gritando. Quando se recuperou, disse que um homem o havia derrubado da cama e ainda tentou matá-lo com golpes de facão.


Foi quando a dona da casa disse que aquilo eram espíritos maus que estavam perambulando e tinham que ser expulsos dali para que todos os vivos na casa tivessem paz. Mandou comprar um quilo de sal grosso e umas velas brancas.

Ela deixou chegar à sexta-feira, lavou a casa com água comum, depois preparou o sal com água - isso sempre rezando o credo -, e mandou que colocassem a vovó do lado de fora e que todos ficassem com ela. E tome oração e água com sal grosso.

Num certo momento, a matricarca chegou à porta da frente e jogou a água de dentro pra fora. A avó deu um grito, levantou e agarrou a nora, chegando a atirar ela do chão! A velha que adquiriu força e músculos. Com gritos apavorantes e com voz grossa dizia que não ia sair dali, pois já morava ali há mais de 200 anos. Foi quando a nora conseguiu jogar o resto da água com sal na cabeça da idosa. Ela deu berro, soltou minha sogra e caiu. O assombro que estava incorporado nela gritou mais uma vez e saiu com tanto ódio e rapidez que um cachorro vira-latas que estava passando no local grunhiu e caiu morto.

A residência ficou "limpa" e não se virão outras manifestações estranhas. Mas a casa, até hoje, a casa continua sombria..