Sinos e Fantasmas

Existe a crença de que os sinos das igrejas, usados para chamar os fiéis à oração, têm também o poder de afastar o mal. Essa ideia pode ter uma origem remota: em Roma, na festa dos mortos celebrada no mês de maio, as famílias tocavam campainhas de bronze entoando um cântico que dizia “espíritos dos meus antepassados, afastai-vos”.

Na Idade Média, o ato de benzer e instalar um sino numa igreja era comemorado com festas e banquetes. Acreditava-se, por exemplo, que o dobrar de sinos durante o funeral afastava o fantasma do defunto. Havia também a crença, muito difundida nos anos de epidemia, que o toque dos sinos afastaria a peste e purificaria o ar.

Acredita-se também que os sinos tem personalidade própria e mesmo que podem tocar sem intervenção humana. Alexandre Dumas, autor francês do século XIX, escreveu em “Quadros de Viagem no Sul da França” que os sinos de uma cidade à beira do rio Ródano tocaram antes do desabamento de uma ponte, como se quisessem avisar a população.

Já em Breslau, uma cidade da Polônia, cria-se, até o século XVIII que os sinos da catedral tocavam sozinhos todas as vezes que um religioso dela fosse morrer.

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