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  • Foto do escritorLucas Rigaud

O Poltergeist de Beberibe

Conheça o famoso caso do fenômeno que perturbou uma família da Zona Norte do Recife


Imagem: Diego Nigro/PCR

Estudiosos e apreciadores do sobrenatural sabem que o fenômeno Poltergeist é um tipo de manifestação paranormal que se caracteriza principalmente pela natureza disruptiva e destrutiva, vindo a acontecer fenômenos físicos inexplicáveis, como ruídos estranhos, perturbações elétricas, combustão e objetos se movendo sozinhos.


O que poucos devem saber é que existem explicações científicas para solucionar certas manifestações consideradas sobrenaturais. No caso do famoso Poltergeist que, no alemão, quer dizer “espírito brincalhão”, cientistas acreditam que, em vez de um mero fantasma, a manifestação se trata de uma energia psicotécnica inconsciente, disparadas através de estresse, tensão e crises emocional e hormonal.


No Recife, um dos casos mais famosos de

Poltergeist aconteceu em 1999, recebendo o nome de “O Poltergeist de Beberibe”, que afetou uma família num período de março a setembro daquele ano, em uma casa modesta na Zona Norte da cidade.



O QUE ACONTECEU EM BEBERIBE?


No dia sete de março de 1999, um fenômeno perturbador passou a ocorrer numa residência familiar localizada no bairro de Beberibe, na Zona Norte do Recife, vindo a mudar tragicamente a vida de uma família.


Entre a meia-noite e meia e as seis e meia da manhã, dezenas de pedras misteriosas começaram a se materializar acima do telhado da casa, sem qualquer explicação parte dos moradores, que tiveram de esperar o fenômeno passar do lado de fora do imóvel, a fim também de descobrirem o “culpado” por aquela perturbação.


Chuva de pedras passou a atormentar família. Imagem: Reprodução

Porém, foi constatado que nenhum vizinho de más intenções havia sido o autor daquela obra bizarra que se deu por quatro noites seguidas, amedrontando 3 irmãos que lá residiam com suas esposas, uma adolescente de 15 anos e duas crianças com menos de 2 anos de idade.



FENÔMENOS INTENSOS


De acordo com os pesquisadores do IPPP (Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas) Wanessa Lima e Renato Barros, responsáveis pelo caso de Beberibe e autores do livro “O Poltergeist de Beberibe”, consideraram o fenômeno como o mais intenso já investigado pelo instituto.


Tudo começou a piorar quando, em 23 de maio de 1999, uma das mulheres adultas que viviam na residência acabou perdendo a vida devido a uma força invisível que havia atacado o local. Enquanto guardava a louça no armário da sala, ela foi surpreendida pelos pratos que começaram a “voar” pela casa. No susto, ela correu em direção aos fundos da casa, caindo numa vala que estava aberta para a construção de uma fossa séptica. A queda provocou seu óbito. Outro fato bizarro é que os pratos arremessados na sala não quebraram.


No dia 28 de junho daquele mesmo ano, as roupas de um dos bebês que residiam no imóvel entraram em combustão espontânea. A criança não se feriu, pois as vestes delas estavam guardadas em cima de uma mala. No dia seguinte, ocorreram mais incêndios: algumas roupas dos adultos, um guarda-roupa, um colchão e um sofá ficaram parcialmente queimados.


Fotos reais do caso. Imagem: Arquivo IPPP

Segundo Wanessa Lima e Renato Barros, a hipótese de combustão espontânea foi ratificada a partir da avaliação de peritos do Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep), que não detectaram resíduo de materiais comburentes na residência em Beberibe.



POSSIBILIDADE DE ASSOMBRAÇÃO

De acordo com o IPPP, os fenômenos não paravam de afetar a família. Além dos incêndios espontâneos, objetos voltaram a ser arremessados e quebrados por toda a casa. Foi aí que os moradores da residência começaram a creditar que tudo aquilo não passava de uma assombração e que o espirito inquieto do irmão mais velho dos 3 homens que moravam na casa, assassinado em 1998, era o responsável pelos ataques.


Na época das manifestações sobrenaturais, o suposto espírito teria mandado um recado aos parentes por meio de uma médium: "todos iam pagar", uma referência a supostas intrigas familiares que aconteciam constantemente. Depois, uma das mulheres da família disse ter visto o fantasma do cunhado falecido dentro da casa.


Os moradores acreditaram tanto na hipótese de mal-assombro que até um padre foi convocado para ajudar a resolver o problema.



A CIÊNCIA EXPLICA O CASO BEBERIBE

Chamados para investigar o suposto Poltergeist, os pesquisadores Wanessa Lima e Renato Barros, do IPPP, constataram que os fenômenos ocorridos em Beberibe era um caso de Psicocinesia Espontânea Recorrente (PER), que é provocada não por um agente desencarnado, mas por pessoa viva que, de forma inconsciente, agiria mentalmente sobre a matéria.


Os pesquisadores do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas visitaram a casa, tiraram fotos dos objetos danificados e conversaram com os moradores, constatando que os acontecimentos estranhos teria relação com uma série de desentendimentos familiares, que havia gerado um ambiente tóxico.


As “responsáveis” pelo acontecimento seriam duas pessoas que mais estiveram afetadas pela raiva reprimida: a mulher que faleceu ao cair na vala e sua filha, a adolescente de 15 anos. Também foi constatado que uma jovem adulta de 21 anos, que estava amamentando e passando por mudanças hormonais, seria uma das transmissoras do fenômeno. Segundo o IPPP, as mulher que havia falecido e as duas jovens apresentavam perfis que sugeriram caráter esquizóide.


De acordo com o famoso psicanalista norte-americano Alexander Lowen, o tipo esquizóide costuma apresentar comportamento hostil e frustração, forte sensação de rejeição, emprego significativo de mecanismo de defesa, sentimentos reprimidos de culpa e inutilidade, dificuldade em expressar sentimentos de infelicidade e agressão, além de outras características.



CONCLUSÃO


Cessado em meados de setembro de 1999, o Caso Beberibe é considerado um dos mais complexos do fenômeno poltergeist no Brasil. Cessado em meados de setembro de 1999, o Caso Beberibe é considerado um dos mais complexos do fenômeno poltergeist no Brasil, se tornando uma rica pesquisa no assunto por parte do Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas.

As manifestações começaram a desaparecer quando a família passou a receber tratamento psicológico e morar em casas diferentes.


O que vocês acham desse famoso caso ocorrido na capital pernambucana?


Fontes:

Arquivos IPPP


Contato por: Lucas Rigaud

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